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	<title>Divã da Sexologia</title>
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	<description>Contos Eróticos, Poesias, Crônicas e Comportamento por Gita Habiba</description>
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		<title>Série Bar 69</title>
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		<pubDate>Sat, 08 Mar 2008 06:11:59 +0000</pubDate>
		<dc:creator>poetisagitahabiba</dc:creator>
				<category><![CDATA[Conto Erótico]]></category>
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		<description><![CDATA[1) Bar 69 &#8211; Mulata Cuíca A última tragada exigia fôlego e respeito – Pensava o velho enquanto eu devia estar analisando o letreiro luminoso nada convincente e convidativo. Pensei que o velho fosse interromper meu pensamento com uma irritante &#8230; <a href="http://poetisagitahabiba.wordpress.com/2008/03/08/serie-bar-69-1-mulata-cuica/">Continue lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a><img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=poetisagitahabiba.wordpress.com&amp;blog=2399161&amp;post=21&amp;subd=poetisagitahabiba&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
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<h1><font color="#999999"><b>1) Bar 69 &#8211; Mulata Cuíca</b> </font></h1>
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<div align="justify"> A última tragada exigia fôlego e respeito – Pensava o velho enquanto eu devia estar analisando o letreiro luminoso nada convincente e convidativo. Pensei que o velho fosse interromper meu pensamento com uma irritante tosse, típica do genuíno suicida, mas fui eu, quem o interrompeu. Na verdade, aquela cena de um velho se acabando com uma ponta de cigarro, me instigava muito mais que o letreiro mal acabado, decente de um puteiro da Boca do Lixo.<br />
_ O que está olhando?<br />
Eu não tinha que responder. Estávamos os dois parados diante da fúnebre entrada do Bar, com certeza ele saindo, talvez se despedindo da herdadeira vez que freqüentava aquilo ali e eu estava entrando&#8230; Aliás, pensando em ir embora e não entrar.<br />
_ Engraçado&#8230; Eu é que fumo e carrego comigo este cheiro de merda, melhor dizendo para a moça entender, este cheiro podre do vício, mas eu posso sentir transpirando de tu o meu cheiro, quer dizer, o cheiro de merda. Cacete! A moça me compreende, não compreende? Quis dizer, o cheiro de podre. Pois é. A Donzela fede podridão.<br />
Eu quis ignorá-lo, deixá-lo a mercê apenas da bebedeira e do vício que certamente o mataria. Quieta, vi o velho sugar o resto de nicotina da bituca e rezei ironicamente para que morresse ali mesmo. Velho agourento!<br />
A porta do Bar se abriu e uma qualquer saiu, se aproximando do velho lhe dizendo alguma coisa ao pé do ouvido. Não, não. Estava errada, porque depois de ouvir o gemido rouco do velho, entendi que aquela uma estava era lambendo e lavando a orelha do velho com sacanagens&#8230; Ele abraçava a bunda da mulata, curtia com as carnes dela, se divertia em palmar a retaguarda sobressalente. A dita cuja pelo jeito era puta e o velho um afortunado com dinheiro no bolso, reservado da infeliz aposentadoria.<br />
Eu, olhava o velho com a mulata e o letreiro Bar 69 e não sabia o que meus olhos podiam ver de pior. Atrás de mim, ainda existia a rua mas eu não voltaria para trás. Se desistisse, a dúvida continuaria a comer meu fígado e se ficasse? O medo me vigiaria como um urubu a espreita. Eu só não queria mais me iludir, fingir de morta para saciar meus inimigos. Decidi virar de costas para o Bar, onde estavam os dois sacanas e vagar com minha boêmia até que ouvi a puta da mulata rir gemendo, ofegando devagarinho que nem cadela. Eu não consegui pensar, só ouvir&#8230; Ela parecia estar gostando tanto! Mas também podia estar fingindo e nem seria tão difícil, estando ela com o velho. Se duvidar, ele estava pagando até para ela urrar como uma égua!<br />
Silêncio. De repente um breu de silêncio&#8230; Os dois deviam ter dado sumiço, fugido para algum cafofo de meretriz e eu ficado finalmente só, de costas para o Bar 69 com o meu triste dilema. Ao me virar, me deparei com a dantesca cena&#8230; “Dantesca” é uma palavra muito artística para o que vi, devo me corrigir: Presenciei uma cena grotesca, cena de quinta categoria. Vi a puta da mulata de cócoras, de altura conveniente ao velho (que era um meio metro de homem) sendo bolinada descaradamente. Ela encaixava a buceta negra no dedo do meio que o velho ritmava dentro dela&#8230; A mulata tirava e punha e ainda por cima, gemia toda prosa. A enorme bunda fazia a mão do velho sumir, mas ele não dava o dedo a ela, se ela não sambasse conforme o enredo que ele toscamente balbuciava babando, mas a filha da puta da mulata acompanhava os batuques, balangandãs, qualquer som frenético que ele imitava com a boca. A mulata parecia a rainha da Bateria de escola de Samba, gozando ao próprio som da cuíca (aiui aiuiuiui!&#8230;) Vi tudo acontecer e eles gargalhavam de mim.<br />
_Seja bem vinda Donzela&#8230; Não se engane com a merda do letreiro. Lá dentro, as coisas são realmente como tinham que ser. Aqui fora é que as coisas e pessoas deixam de existir. A moça tá me entendendo? Estou falando da cruel mas limpa verdade. Tu sabe do que estou dizendo. Sabe que a podridão está mais impregnada em você do que neste lugar&#8230; Entre.<br />
O velho além de pervertido era insano. Saiu cada um para teu lado, a mulata entrou novamente para o Bar 69 e ele passava por mim, indo não sei para onde. Foi-se embora dizendo algo em melodia de enredo do samba&#8230;<br />
_ Anota aí na tua caçola. Não será o cigarro que me matará! Ei de morrer comendo, fudendo, gozando!<br />
O engraçado era que eu não tive qualquer sensação. Estava relativamente morta e por isso estava ali, na porta de entrada do Bar 69 – Famosa gaiola dos loucos e pervertidos. Assim diziam, mas não li isso em nenhum letreiro luminoso.<br />
O velho não era louco. Era apenas um bêbado, tarado, com grana no bolso para usar uma mulher, puta que seja!<br />
E eu? Eu era um projeto de nada, até decidir entrar no Bar 69 e querer ser uma boêmia sem rumo, ou de rumo certo ao acaso&#8230;<br />
Em suma, queria ser uma alma que goza.</div>
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